Friday, November 28, 2008

A tal da TV Digital

Tava vendo TV ontem e resolvi brincar com a TV que já tenho há mais de ano.
Comprei a TV só para usar com o Playstation 3. Comprei uma LCD, 20 polegadas, pronta para HDTV e tudo mais, mas só usava o canal de HDMI para usar o Playstation. Depois de um tempo, resolvi ligar a TV nas duas entradas de antena que tenho aqui no quarto. Tinha ouvido dizer que temos o sinal normal e o sinal digital aqui. Queria ver qual é a da tal "TV Digital".

Comprei os cabos para ligar na antena e liguei a TV. Comparei o sinal normal com o sinal digital e nada parecia mudar.

Perguntei na recepção do dorm para saber se tínhamos mesmo antena de sinal digital mas não souberam me dizer. Aqui tem quatro tipos de TV. A Analógica, normal que todo mundo conhece; a Digital, que só quem mora em país desenvolvido conhece, e mais duas opções de Satelite, BS e CS, que até hoje não entendo muito bem.

Feito isso, me conformei em ter só o sinal normal, analógico, pois afinal eu não assisto muita TV. Ficava sempre só no PS3.

Esses dias carreguei a TV pra casa da namorada, pois estou ficando mais tempo lá e ela assiste TV bem mais do que eu. Lógico que carreguei o PS3 também. Quando botei a TV na antena da casa dela, resolvi experimentar ligar na entrada digital para ver o que acontecia. Qual não foi minha surpresa quando estava recebendo o sinal digital dos canais normais. Liguei dois cabos, um no digital e um no analógico para ver a diferença.

Fiquei de cara de ver a qualidade do sinal digital. É como se a gente comparasse DVD com BLU-RAY (outra coisa que é excelente...). A imagem digital é mil vezes melhor que a imagem normal.

Mas não é só isso. No controle remoto da TV tem um botão de "Função" (機能, em japonês), que te dá acesso ao guia de programação, previsão do tempo, horóscopo e news-flashes. Cada emissora tem seu conteúdo diferenciado, mas cada canal te dá acesso a essas funções.

Agora eu fico me perguntando, a tal da TV digital tá pra chegar no Brasil, mas será que vai ser mesmo tão bom ter TV digital no Brasil ? Aqui no Japão tem uns 15 canais de televisão. Dependendo da área onde você mora, tem mais.

Brasileiro já mal lê jornal, quando liga a TV é pra ver futebol (aí sim eu acho que vai ser vantagem ter a TV digital!) ou então para ver novela (o que eu acho que não vai fazer tanta diferença, porque o maioria dos brasileiros nao vai ter dinheiro para comprar o tal conversor de sinal da TV digital), ou mais recentemente para ver o CQC (que em alta definição deve ser massa também), mas será que a TV digital vai fazer diferença na vida do povo brasileiro ? Claro que na vida da elite (incluindo aqui a classe média) vai fazer diferença porque o pessoal vai poder assistir House, Heroes, Prison Break, filmes e etc. em alta definição.

Mas será que, parao resto da população brasileira, a tal da TV Digital vai fazer diferença? Será que poder ver o Faustão ou o Luciano Huck em alta definição é tão necessário assim ?

PS - Aqui no Japão, a partir de 2011 a transmissão analógica de televisão vai acabar. Eles já estão botando uns comerciais no ar, dizendo que é pro pessoal trocar as TVs para HDTV e pedindo desculpas por estar "apressando" a população...

Deu ibope...

DSC_7356

Essa deu ibope.
Cartão postal.. hehe
Em Arashiyama... Kyoto

Sunday, November 23, 2008

Beat It...

Mais um grata surpresa da banda que está se tornando minha favorita dessa nova geração de Rock.

Fall Out Boy, com cover de Beat It, do Michael Jackson... muito legal..

Seja pela música, seja pela contemporaneidade (acho que na verdade todos os membros são bem mais novos que eu, mas viveram a mesma época), seja pela criatividade (O nome da banda saiu dos "Simpsons" - Fall Out Boy é o nome do herói que protagoniza a comic favorito do Bart), é uma banda que faz um som maneiro..


Olha ai..

Friday, November 21, 2008

O amor é uma flor roxa...

...
Sinistro.. comédia o video. História de amor com um final "feliz"...
Happy Tree Friends style...


Wednesday, November 19, 2008

A melhor de todos os tempos...

Quando a gente chega no Japão, durante umas 3 semanas mais ou menos (dependendo de quanto tempo você pretende ficar por aqui) a gente fica meio abestado. Lógico que tem a diferença de fuso-horário, que é mortal nos primeiros dias, mas a tal da barreira da linguagem é o negócio mais difícil de se resolver.

A gente vem aqui e vê aquelas placas com desenhinhos estranhos tipo 便座、出入口、止まれ e fica completamente perdido. Se você já estudou um pouco de japonês, lógico que fica mais fácil porque da pra ler o hiragana e o katakana, mas a maioria das coisas que é escrita em kanji, é um mistério que leva muito tempo para se solucionar.

Depois de estudar dois anos e meio na UnB eu achava que já ia chegar aqui abalando, tendo mil conversas filosóficas com os japas sobre os mais variados assuntos e tudo mais. Na hora em que fui fazer o primeiro passeio para compras já me perdi.

Você escuta um milhão de palavras que você não faz a menor idéia do que significam e no meio delas você reconhece uma ou outra...

É praticamente como se a gente estivesse fazendo aquela brincadeira do telefone sem-fio.

Algo mais ou menos assim: "$((#'$'&#'&#&%#%"&"%%#&"&'#sabonete&$&"'"'&&"'#&%"%#"&". Então quando você escuta essa palavra, você instintivamente já presume que aquilo é o sujeito da frase. A primeira vez que isso aconteceu comigo eu me senti num desenho do Snoopy, conversando com os adultos do desenho que só falam OOWOOWOOWOOWOOWOWOWOWOOOOO.... hehehe

Depois de um tempo, você percebe que 80% do que é falado para você, principalmente em lojas ou restaurantes, é vocabulário definido pelo dono do estabelecimento ou gerência da loja como vocabulário-padrão de relacionamento com o cliente. É como se fosse o "Nós vamos estar te ligando para estar confirmando as informações" do Brasil.

Com isso em mente a gente percebe que basta a gente dizer "SIM" para tudo o que eles disserem que está tudo tranquilo. (tranquilo ainda tem trema ou aboliram ? Não tô sabendo direito da tal reforma da Língua Portuguesa que foi acertada no ano passado, mas sou partidário da abolição de todos os acentos e do cedilha, porque é um pé no saco digitar em bom português no teclado japonês!)

Voltando à conversa. Quando você responde positivamente a alguma coisa que os japoneses te perguntam, geralmente tudo corre bem. Eles aceitam que você entendeu e passam para os finalmente logo em seguida.

Agora, se você disser "Não", ou usar qualquer outra resposta que não a que eles estão esperando receber, aí meu amigo, você está roubado. Vai ter que se preparar para escutar um monte. Sem contar na cara de desespero dos japoneses, que a essa hora devem estar pensando "Por quê é que eu fui me meter com gringo?!".

Pois bem, de posse dessa "regra" do common-sense um amigo foi a uma das maiores loja de eletrônicos de Osaka, o tal HEAVEN ON EARTH, a Yodobashi Camera . Era um cara que já estudava japonês havia anos e não deveria ter problemas na hora de fazer compras, exceto pelos problemas que eu descrevi acima.

O cara queria comprar um computador para conversar com a noiva via Skype e queria se utilizar de um sistema muito japonês que é o sistema de Point Cards. É como aquele negócio de associado que a FNAC faz no Brasil. Você compra na loja e uma porcentagem do valor pago retorna para você na forma de pontos que podem ser descontados da sua conta na próxima vez que for comprar.

Pois bem, o cara queria comprar um computador e iria usar os pontos para "ganhar" um dicionário eletrônico. Chegou à loja, deu uma olhada nos modelos por uns 30 minutos e se decidiu. Chamou a atendente mais próxima para que pudesse fazer o pedido e pronto. A atendente orientou o cara a ir até o caixa para poder pagar o computador. Finalmente ele ia poder conversar com a noiva, que havia ficado na França enquanto ele acertava os detalhes para trazê-la ao Japão.

Chegando ao caixa, o funcionário da loja confirmou o pedido e todos os itens da configuração do computador, para minimizar a chance de erros. Tudo lindo e maravilhoso. Até que, em um certo ponto a conversa atingiu nível de vocabulário superior ao do meu amigo que foi teleportado para o desenho do Snoopy.

"WOWWOWOOWOOOWOOWOOOW.%%%"&"& YODOBASHI CAMERA&#&#&&#%%#$%%"%&%"%""? (Mais tarde foi-se descobrir que o funcionário do caixa estava oferecendo uma extensão da garantia que poderia ser comprada adicionando-se coisa de 50 dólares ao final da compra).

O sujeito parou para pensar no que o cara do caixa tinha dito e ver se conseguia entender alguma coisa. Como Só entendeu o CAMERA, não titubeou e respondeu: "Não obrigado, eu já tenho uma câmera!"

O homem do caixa não entendeu nada, mas finalizou a compra e o cara foi para casa feliz e contente com a mais recente aquisição. (Logo que abriu a caixa e tentou usar o Skype para fazer uma video-conferência com a noiva, descobriu que o Windows Vista não dava suporte para a câmera imbutida que vinha no computador).

Acho mesmo que isso só acontece com brasileiro! heheh

Monday, November 17, 2008

Redes "Anti"-Sociais...(com lasers)

A Internet com certeza é uma ferramenta que revolucionou a mídia no mundo todo e abriu portas para milhares de pessoas divulgarem seus trabalhos. Hoje em dia todo mundo usa a Internet para fazer pagamentos, ler notícias, publicar notícias, baixar músicas, filmes, séries de TV e também para fazer milhares de outras coisas, legais e ilegais também. Hoje vi uma notícia de que um moleque que estuda na universidade de Waseda, em Tóquio (que é uma das mais prestigiadas do Japão), foi pego negociando maconha por um bulletin board na Internet. (Isso é das coisas mais chocantes que sai nos jornais aqui...) 

Me lembro da minha época de Sigma, quando nego começou com a história de BBS e mIRC. Quem diria que em coisa de 1o anos a Internet se tornaria tão popular.

Hoje em dia tem uma coisa interessante acontecendo. Há alguns anos começou a tal história dos sites de relacionamento social. Me lembro que a primeira vez que recebi um convite para entrar no Orkut, não achei que era uma coisa tão útil e rejeitei os primeiros 3 convites. Acabei entrando por pura peer-pressure.

Pouco tempo depois o Orkut já era febre nacional. Apesar de ser uma coisa criada por estrangeiros, com o intuito de interligar o mundo inteiro, a brasileirada tomou conta do negócio. A febre do Orkut começou a tomar conta do País. Era nego comentando quantas comunidades tinha encontrado, quanta gente do tempo de infância tinha reencontrado ou quantas comunidades comédia tinha encontrado. O negócio ficou tão sério que não responder um scrap ou não ser fã de alguém era a pior das ofensas...

A partir daí o pessoal foi percebendo que divulgar tantas informações pessoais para qualquer um não era bem uma coisa legal. Começou aquela onda de notícias sobre "gente que tinha sido sequestrada e assaltada porque divulgou informação demais no perfil do Orkut. Namorados começaram a brigar por causa de colegas de colégio que tinham acessado o perfil do namorado/a e deixado recados completamente absurdos como "Vamos nos encontrar algum dia para botar o papo em dia!". (Na verdade eu acho que isso era pura e simplesmente inveja do cara/ da menina, porque o/a coleguinha de escola era mais bonito/a do que o/a namorado/a).

Então veio a onda de Orkuticídios. Era nego falando que tava tendo problema demais por causa do Orkut, porque dava briga com a namorada, dizendo que não conseguia ficar longe do Orkut mesmo no trabalho e patatipatata... Então, pra resolver isso, o pessoal deletava o perfil do Orkut.

Hoje em dia o negócio de Redes de Relacionamento está em expansão. Nos EUA, eram muito populares o Myspace e o Hi5. O Myspace é legal, pois você pode postar músicas e vídeos e disponibilizar para download. Não conheço muito bem o Hi5. Tenho conta nos dois, mas nunca entro e não movimento nada.

Existe também o multiply que segue a lógica de te dar mais opções, como blog, álbum de fotos e etc.

O mais recente fenômeno é o Facebook, que apareceu há uns 2 anos. Como o multiply e os outros dois anteriores, o Facebook é mais um "espaço pessoal" que você pode compartilhar com os amigos. Além disso, você pode colocar aplicativos no seu perfil. Tem muita porcaria, mas tem umas coisas interessantes (um dos únicos aplicativos que eu tenho no meu é o Old School Retro-Games, que traz uns joguinhos de Atari pro computador....)

O Facebook inclusive foi causa de toda a reformulação que aconteceu no Orkut (que é do Google, que quer dominar o mundo....). Agora, no Orkut a gente pode colocar vídeo, fotos e eles botaram lindos aplicativos que duplicam o loading time da página e na verdade são ridículos...

Eu tenho conta no Orkut, no Facebook e no mixi que é uma espécie de "Orkut japonês". Sou registrado no Myspace, Hi5 e ainda tem uns 2 ou 3 em que me registrei mas não uso nunca.

O negócio é que, o pessoal hoje em dia não interage mais. Todo mundo tem Orkut mas nunca usa. (Eu até entendo, com o tanto de spam que começou a aparecer....). No Facebook ainda existe uma interação, mas quase ninguém no Brasil usa.

Outro dia me peguei pensando no que é que a gente fazia com a Internet antes desse lance de Social Networking e não consegui me lembrar.

Com esse negócio de redes sociais, o pessoal está ficando cada vez mais "Anti-Social"....

Já que estamos falando em coisas legais de se fazer na Internet, vamos ver um vídeozinho legal... hehehe



Friday, November 14, 2008

Erro de principiante...

O trânsito no Japão é infernal. Também, colocam quase a população do Brasil, numa área 25 vezes menor. Não poderia ser diferente.

Morando aqui, a gente se acostuma a se locomover sem carro, uma coisa impensada para mim, que, desde que me conheço por gente, sempre que preciso ir a algum lugar, vou de carro.

Aqui, o trem/metro/monorail vira referência. Quando te perguntam onde você mora, já emendam logo com "Qual estação de qual linha é a mais próxima?". Na hora de combinar de sair, geralmente se combina na saída de alguma estação. Sendo tão comum assim, é de se esperar que os trens sejam bem desenvolvidos.
E de fato, são. Cada trem tem carros pra toda situação. Carro com o ar-condicionado mais fraco, carro onde é proibido (teoricamente) usar celular e carro específico para mulheres. Sim, isso mesmo. Afinal, uma das maiores preocupações da mulher japonesa é com o "Assédio Sexual". (Isso também foi motivo de uma das minhas surpresas quando cheguei aqui, mas fica para outro dia, pois senão vou me desviar demais da história de hoje)

Muito bem, estava eu, recém-chegado do Brasil. Queria comprar um celular, mas queria a ajuda de algum nativo para lidar com o pessoal da companhia telefônica.  Até então, estava me virando apenas com email e o telefone fixo que tenho aqui no quarto (que funciona num sistema pré-pago muito fuleiro). Combinei com uma amiga de me encontrar com ela numa região próxima do trabalho dela para jantarmos e comprarmos o celular. Pouco acostumado com o sistema de trens e a distância entre meu "lar" e as estações, perguntei na recepção do dormitório como fazer para chegar no tal lugar.

"Ah, você pega o trem que você pegou ontem para ir à prefeitura e vai direto. Assim você chega lá sem precisar fazer baldeação", me responderam.

Pois bem, peguei o trem e segui direto. Pelas minhas contas, chegaria ao local com tempo de sobra para me perder e encontrar a saída onde combinara o encontro com minha amiga. Depois de algum tempo dentro do trem, começo a perceber que estava passando por estações completamente diferentes daquelas a que estava acostumado. Peguei meu guia do metrô e tentei entender onde estava indo.

O animal da recepção tinha se esquecido de me avisar que na estação perto de casa passam duas linhas de trem, que se  dividem no meio do caminho e, a partir daí seguem caminhos completamente diferentes.

Desci correndo e perguntei a um funcionário da estação como chegar à estação que queria chegar. Ele me disse que eu teria que voltar duas estações e depois trocar de trem para um que me levaria direto ao destino escolhido.

Nesse momento vi um trem chegando. Como estava em cima da hora, nem pensei duas vezes. Entrei no carro já pensando no que ia falar para a menina que já devia estar me esperando havia uns 10 minutos.

Olho para os lados e vejo que no carro só há mulheres. Quando viro para a janela, vejo um poster como o da imagem acima. Tento decifar o japonês, mas não consigo. Quando percebo que está escrito com um inglês meio bagunçado "Este carro, durante as horas do rush, torna-se exclusivo para mulheres. Evite o Assédio Sexual".

Meio sem jeito olho de novo para os lados e vejo umas meninas olhando meio estranho para mim. Chegando na estação seguinte, desço do carro e espero passar outro trem. Antes de entrar no trem, olhei à minha volta para ter certeza de que tinha outros homens dentro do carro.

Hoje em dia, antes de entrar nos trens, sempre procuro por algum símbolo cor-de-rosa ou alguma coisa que indique que o carro é exclusivo para mulheres. Se não encontrar, o segundo passo é me certficar de que tem outros caras dentro do trem....

Thursday, November 13, 2008

Você é da Mongólia? Hawaii?Peru? Estados Unidos?? Não, Brasil mesmo!

É engraçado ser brasileiro morando na gringa porque brasileiro não tem estereótipo. Quer dizer, estereótipo tem, e um monte, mas se algum gringo olha pra você, a última coisa que vão pensar é que você é brasileiro. Por quê? Porque brasileiro pode ser de qualquer jeito. Pode ser branco alemão, pode ser preto africano, pode ser meio café com leite, pode ser amarelo, pode ser tudo! 

Nesses quase dois anos que eu estou aqui, já me disseram que eu pareço mongol (o que vem da Mongólia e não o retardado, antes que comecem com gracinha!), que eu pareço peruano, americano. Já me disseram tudo.Se eu não estiver usando a camiseta da seleção, ninguém reconhece! 

Hoje uma menina me disse que eu tenho cara de havaiano. Quando me escutam falando inglês, me perguntam se eu sou americano e quanto tempo eu morei na Califórnia (Graças a Hollywood, eu devo ter sotaque americano...eu acho..). Uma vez já me perguntaram se eu era japonês, depois de me ouvirem falando japonês (o que até me alegrou um pouquinho...).

É até legal você passar por esse tipo de coisa, mas depois de um tempo cansa... Hoje em dia eu já nem respondo mais. Quando me perguntam de onde eu sou, eu devolvo a pergunta "De onde você acha que eu sou?!".

hehe..
mas eu me divirto com isso! 

Tuesday, November 11, 2008

Pegadinha do Lençol...

A viagem do Brasil até o Japão é cruel. Só quem já passou por uma sabe como é. Nas primeiras horas da viagem, é só empolgação. Depois das primeiras nove horas, quando a gente faz a parada nos EUA, Canadá ou Europa, a empolgação dá lugar ao tédio, e você começa a pensar "Pô, faltam só mais 14 horinhas...."

Tudo bem, você desce do avião, passa pelo agradabilíssimo processo de imigração, pega as malas, passa pela alfândega, devolve as malas para recolocarem no avião de onde você acabou de sair...

Isso tudo te dá a chance de esticar as pernas e "relaxar" um pouco.  Depois disso são só mais 14 horinhas. No início não é tão mal. Mas depois das 4 primeiras horas você começa a ficar desesperado, querendo sair, respirar ar puro... No final, a única coisa que dá pra fazer é tentar curtir o vôo, da melhor maneira possivel... iPod, laptop, Nintendo DS, PSP, segundo iPod, canal de fimes do avião e assim vai.

Eu levei mais de 40 horas para chegar no lugar que seria minha casa por 2 anos (e até hoje continua sendo meu pequeno espaço privado.... e bota pequeno nisso... 8m2...)

Chegando aqui, exausto e morto de sono, ainda fui forçado a fazer o tour pelas acomodações do  alojamento. Cozinha, banheiros, chuveiro, área de serviço, etc e tal.

Me entregaram um saco enorme com roupas de cama. Me preparei para desmaiar na cama. Pensei que seria bom ajeitar a cama, para não ter que fazê-lo no outro dia. Peguei um lençol que, com certeza era o lençol para cobrir o colchão, pois era fechado . Enfiei o colchão dentro do lençol. Mas alguma coisa não estava certa. O lençol era muito justo para o colchão. Tentei forçar um pouco, mas exausto como estava, desisti. Olhei para o outro lençol e cheguei à conclusão de que, o que eu estava tentando forçar para dentro do colchão era na verdade a capa do futon... uma espécie de cobertor, muito utilizado aqui no Japão.

Me dei uns quatro socos mentalmente, mas no final resolvi deixar passar porque, afinal, depois de 40 horas mal-dormidas e sem a devida oxigenação necessária, a cabeça de qualquer um começa a falhar assim....

Desmaiei na cama e acordei morrendo de frio no dia seguinte.... 

Monday, November 10, 2008

Pra começar...

Depois de quase 2 anos morando no Japão, resolvi deixar a preguiça de lado e começar um blog, contando um pouco das coisas curiosas e engraçadas que aconteceram nesse tempo que passei aqui.

Em primeiro lugar, vamos esclarecer uma coisa. Blog é coisa pessoal não é? Então tudo o que eu escrever aqui vai ser coisa que aconteceu comigo ou com algum amigo meu, ou pelo menos coisa que eu tenha presenciado. Não vou ficar colocando nomes fictícios nem pseudônimos para "preservar a identidade" do sujeito. (Pelo menos em princípio! Mais pra frente, quem sabe, né!)

Os defensores do bom Português que me perdoem, mas se for necessário, vou usar gíria, palavrão e tudo mais... Afinal, quero ver se consigo tornar o blog cada vez mais interessante para quem está lendo, claro que sempre procurando contar os "causos" com o linguajar culto... Mas convenhamos que, de vez em quando, soltar um palavrão é um tanto, aliviante, por assim dizer...


Pois bem. Começa aqui o "Pão de Queijo com Saquê", um blog de um japonês-brasileiro, que da noite pro dia tornou-se brasileiro-japonês. Então, como se diz em japonês, Yokoso... ou (bem vindos)